terça-feira, 17 de junho de 2008

Opening

Finalmente decidi que era isso que faltava. Ouvi tantas vezes meus professores falarem do tão famoso “espaço público” (Habermas, bless it be) e, por incrível que pareça, sempre achei que postar em blog não daria muito certo. Os motivos? Ah, preguiça; má vontade, talvez... Mas, ontem, um certo ser humano iluminado, que por sinal está muito longe de reconhecer o real sentido da blogosfera, me convenceu, com apenas algumas palavras, que isso pode ser um bom lugar para explicitar algumas idéias contidas. Não se sabe ao certo, mas, talvez, você que está lendo isso sinta a mesma coisa que eu. Talvez, você também sinta vontade de dizer certas coisas que, por razões medíocres, o mundo discriminaria.

Só quero deixar bem claro que isso não se trata de um diário virtual – se virar um, sintam-se a vontade para me avisar -, mas sim de uma análise das atitudes do mundo e, principalmente, de uma análise da mídia diante dessas atitudes. Por que a mídia? Porque estou prestes a me inserir nela.
Mas antes deste inevitável acontecimento, quero apenas reconhecer algumas situações um tanto quanto visíveis com relação aos nossos amigos jornalistas dos meios de comunicação de massa – não reconheço a massa como o consagrado Bonner, afinal, até agora fiz parte dela e não me pareço em nada com o Homer Simpson.

Nos quatro anos de universidade aprendi que:

1. Jornalista acha que é Deus, e isso é fato (prova disso está nas ações de Tim Lopes, que foi endeusado depois que descobriu que não era imune a balas de revólver);
2. Jornalista não é imparcial, muito menos objetivo (o que resulta em reportagens que expõem ideais do jornalista e de terceiros e que não fazem questão nenhuma de explicar isso a um público que acaba assumindo essas opiniões como verdade absoluta);
3. A rede globo é um império que se baseia no seu público alvo, em sua maioria pobre e sem condições financeiras, para divulgar ainda mais ignorância em matérias manipuladas;
4. A classe dos jornalistas é a mais desorganizada que existe, apesar de todos saberem muito bem que a comunicação bem feita traz ganhos (eles ficam aí com um mísero salário, saem reclamando e não usam nada que aprenderam nos quatro anos do curso para mudar o quadro, pelo contrário, empurram com a barriga e deixam alguns coitados sozinhos para cuidar disso tudo);
5. A maior parte dos jornalistas formados não sabe regras básicas de português e não consegue escrever uma sentença inteira sequer que tenha algum sentido (digo isso por experiência própria, já que no meu mundo acadêmico, de quarenta alunos, uns cinco são aptos para exercer a profissão com louvor; o restante vai virar professor universitário e transformar as universidades de jornalismo em refúgio de jornalistas sem competência, piorando, assim, ainda mais o ensino superior de jornalismo);
6. Alguns jornalistas de jornais impressos fazem matérias inteiras pelo telefone sem nunca ter entrado com contato com o assunto que está noticiando, trazendo ao público questões que, às vezes, nem verdadeiras são.

Essas são algumas das coisas que eu aprendi. Não teria como colocar todas aqui. E por falar tudo isso eu não estou dizendo que eu não faço, ou não farei, parte de algumas dessas situações. Mas é bom que você, talvez leigo no assunto, entenda que a mídia é o lugar das manipulações e das segundas intenções. Na mídia nada acontece por acaso.

Eu pretendo, neste blog, aprofundar essa questão e também pretendo trazer alguns acontecimentos cotidianos, comentários e opiniões, ligados a assunto que estão sendo publicados nos meios de comunicação.

Espero que este blog possa fazer parte da sua leitura diária na web e até mesmo da sua rede na blogosfera.

O blog, obviamente, vai passar por alguns melhoramentos durante algum tempo para que chegue ao esperado.

Abraços,
Le Reporter

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